Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS
As línguas de sinais ou línguas gestuais se referem ao uso de gestos e sinais em vez de sons na comunicação. Elas são complexas porque são dotadas de mecanismos que permitem a expressão de qualquer conceito – descritivo, racional, literal, abstrato, emocional – enfim, permite a expressão de qualquer significado decorrente da necessidade comunicativa e expressiva do ser humano. Porém, tornam-se econômicas e “lógicas” porque servem para atingir todos esses objetivos de forma rápida e eficiente e até certo ponto de forma automática.
A língua brasileira de sinais (LIBRAS) é a língua de sinais usada pela maioria dos surdos brasileiros e reconhecida por Lei. Ela provém tanto de uma língua de sinais autóctone quanto da língua gestual francesa, assemelhando-se assim, a outras línguas de sinais da Europa e da América.
Ela é composta por níveis linguísticos (fonologia, morfologia, sintaxe e semântica) assim como as diversas línguas existentes. Da mesma forma que nas línguas oral-auditivas existem palavras, nas línguas de sinais também existem itens lexicais, que recebem o nome de sinais. A única diferença é sua modalidade viso-espacial. Desta forma, para se comunicar em LIBRAS, além de se conhecer os sinais, é necessário conhecer a sua gramática para combinar as frases, estabelecendo a comunicação. Os sinais surgem da combinação de configurações de mão, movimentos, e de pontos de articulação (locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos). Assim, constituem um sistema linguístico de transmissão de idéias e fatos, proveniente de comunidades de pessoas surdas do Brasil. Como qualquer língua, também existem diferenças regionais, portanto deve-se ter atenção as variações praticadas em cada unidade da Federação.
O Sistema Braille
Utilizado em todo o mundo na leitura e na escrita por pessoas cegas, o Sistema Braille foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego que perdera a visão aos três anos. Quatro anos depois, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris e aos dezoito anos, tornou-se professor desse instituto. Ao ouvir falar de um sistema de pontos e buracos inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, L. Braille fez algumas adaptações no sistema de pontos em relevo, publicando o seu método em 1829.
O Sistema Braille é um alfabeto convencional cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, o deficiente visual distingue por meio do tato. A partir dos seis pontos salientes, é possível fazer 63 combinações que podem representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e até mesmo notas musicais.
Esse sistema consta de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos, formando o que convencionou-se chamar de "cela ou célula Braille". A diferente disposição desses seis pontos permite a formação de 63 combinações ou símbolos braille. Para facilitar a sua identificação, os pontos são numerados da seguinte forma:
- Em duas colunas;
- do alto para baixo, coluna da esquerda: pontos 1-2-3;
- do alto para baixo, coluna da direita: pontos 4-5-6.

O sistema Braille é empregado por extenso, ou seja, escrevendo-se a palavra, letra por letra, ou de forma abreviada, adotando-se código especiais de abreviaturas para cada língua ou grupo linguístico.